
Enquanto muitos carros já estão se despedindo antes da variada do ano, como foi o caso do Mitsubishi ASX, outros esperarão a virada para a aposentadoria. Esse será o caso de um trio da Fiat (Uno, Doblò e Grand Siena), além de algumas versões específicas de Toro, Argo e Cronos.
A aposentadoria do Doblò é especulada há muito tempo. O modelo é um dos carros mais antigos ainda em produção no Brasil. Mas ele só sairá de linha pelo mesmo motivo que levará as versões HGT e Trekking 1.8 do Argo para a fila do INSS junto do Cronos Precision e HGT. Todos esses modelos contam com motor 1.8 E.Torq.
Esse motor, já antigo, não consegue cumprir com as metas de emissão de poluentes previstas pelo Proconve 7. Como a Fiat já tem pronto o novo e moderníssimo 1.0 GSE Turbo, não vale investir em um propulsor antiquado para adaptá-lo a alguns carros que merecem (e vão) receber o novo propulsor.
Automáticos no jogo
Para suprir a falta das versões 1.8 automáticas, Cronos e Argo terão variantes 1.3 CVT. O conjunto do Fiat Pulse, que em breve também estará na Strada, chegará aos compactos antes da primeira reestilização. Ainda não se sabe se a Fiat aguardará a inclusão do motor 1.0 turbo na dupla para lançar a versão HGT, mas a princípio ela morre junto do motor 1.8 E.Torq.
Com isso, a Fiat passará a ter uma linha mais moderna de carros e com menos modelos atravessando o preço um do outro. A gama de passeio será formada por, na ordem de preço, Mobi, Argo, Cronos, Pulse e 500e. Já a parte comercial tem Strada, Toro, Fiorino e Ducato. Da lista, apenas Cronos 500e e Ducato não são produzidos no Brasil.
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