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Ferrari Luce faz Enzo se revirar no caixão, e não é por ser elétrico

Provavelmente um dos carros mais feios da história da Ferrari, o Luce parece feito para o GTA, não para o mundo real.

3 min de leitura

Muita gente pensava que Enzo Ferrari se reviraria no caixão quando a marca italiana anunciou que faria um carro elétrico. Mas o futuro é inevitável e o nível de performance que esses carros atingem é quase impossível queimando suco de dinossauro. Só que Enzo Ferrari certamente está furioso no outro plano com o inédito Ferrari Luce.

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O segundo SUV da história da Ferrari é totalmente elétrico e não seria alvo de revoltas do criador da emblemática marca. Contudo, se visse seu design, com certeza rasgaria as pranchetas do projeto. Afinal, ele em nada se parece com um verdadeiro Ferrari, pairando entre um projeto chinês genérico e um carro do GTA.

Design polêmico até demais

O Luce tenta misturar linhas quadradas modernas com as linhas sexys da Ferrari de uma forma que não orna. A dianteira engloba os faróis em uma passagem de ar que torna o SUV mais aerodinâmico, enquanto os limpadores ficam estranhamente posicionados nas laterais dos vidros. A Ferrari ainda tentou contrastar elementos pretos com a carroceria, o que deixou o conjunto visualmente pesado.

Ferrari Luce azul de traseira em um castelo
Ferrari Luce [divulgação]

Na traseira, na tentativa de trazer elementos clássicos da marca, o Ferrari Luce exibe lanternas quádruplas redondas, como se evocasse o estilo dos modelos dos anos 1990. Só que os recortes aerodinâmicos usados para deixar a traseira mais truncada fazem parecer que existe um esportivo da Ferrari estacionado dentro desse SUV.

Interior mistura elementos modernos e retrô

Por dentro, ele tem um visual que consegue ser moderno e retrô ao mesmo tempo. O volante é revestido em couro e tem hastes metálicas, como nos anos 1990. As linhas são minimalistas e simples, mas ainda transmitem esportividade e luxo. Destaque para a central multimídia, que pode ficar inclinada para o motorista ou para o passageiro.

interior Ferrari Luce [divulgação]
interior Ferrari Luce [divulgação]

Ele conta com comandos físicos para o ar-condicionado logo abaixo da tela, mas os controles dos vidros elétricos ficam no console central. Há ainda portas revestidas em couro com costuras verticais, como a marca fazia antigamente. A porta traseira abre em sentido contrário, assim como no Purosangue.

Ferrari Luce entrega mais de 1.000 cv

Apesar do visual nada agradável, o Ferrari Luce anda como um esportivo de verdade. Ele conta com arquitetura elétrica de 800 V combinada a um conjunto de motores elétricos que produz, em conjunto, absurdos 1.050 cv e 100,9 kgfm de torque. Vale lembrar que a maior parte dessa força vem do motor traseiro.

Como resultado, o SUV elétrico acelera de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos e só para de ganhar velocidade aos 310 km/h. Segundo a Ferrari, o Luce oferece 530 km de autonomia graças à bateria de 122 kWh. Já a capacidade máxima de recarga chega a 350 kW.

Você teria um SUV elétrico da Ferrari? Conte nos comentários.

6 comentários em “Ferrari Luce faz Enzo se revirar no caixão, e não é por ser elétrico”

  1. Gabriel Jantara

    O estúdio literalmente pegou o “Apple Car” descartado e colocou o logo da Ferrari.

  2. Gilson

    Retiro que disse… A 12cilindri era a Ferrari mais feia… A Luce consegue ser ainda pior… Bons tempos quando o estúdio Pininfarina desenhava as ferraris.

  3. Rogério

    Vermelho ficaria melhor.

  4. Travis

    Se este for o futuro, me deixa no passado por favor!

  5. Eduardo Miranda Fernandes

    Medonho! Parece um carro chinês genérico! Qualquer logotipo de marca chinesa cairia melhor no carro do que o escudo da Ferrari.
    A própria BYD provou que é possível produzir supercarros ele´tricos com beleza e funcionalidade. Yangwang U9 E Denza Z provam isso!

  6. Ralph

    As minhas fezes são mais bonitas que isso aí que não dá nem para chamar de carro é isso aí essa coisa aí

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João Brigato

Formado em jornalismo e design de produto, é apaixonado por carros desde que aprendeu a falar e andar. Tentou ser designer automotivo, mas percebeu que a comunicação e o jornalismo eram sua verdadeira paixão. Dono de um Jeep Renegade Sem Nome, até hoje se arrepende de ter vendido seu Volkswagen up! TSI.

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