![Chevrolet Cobalt SS [divulgação] Chevrolet Cobalt SS [divulgação]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2020/08/chevrolet_cobalt_ss_supercharged_79_edited-990x556.jpg)
O nome Chevrolet Cobalt remete aos brasileiros a aquele sedã compacto pacato de visual polêmico e motorização nada animadora produzido entre 2011 e 2019 por aqui. Mas o batismo já serviu também a um outro modelo completamente diferente: um cupê esportivo que já teve a honra de estampar o nome SS em sua traseira, como no Camaro.
O Cobalt brasileiro, na verdade, se trata da segunda geração do modelo, que o do original, só aproveitou o nome. Coincidentemente, nenhum mercado em que o Cobalt original foi vendido, recebeu a segunda geração projetada no Brasil (e vice-versa). Atualmente a segunda geração do Cobalt ainda é produzida no Uzbequistão.
Mas vamos voltar alguns anos no tempo e lembrar do primeiro Cobalt. Lançado em 2004 nos Estados Unidos para substituir o criticado Chevrolet Cavalier, o modelo se posicionava no segmento de sedãs médios como concorrente de Dodge Neon, Honda Civic, Nissan Sentra e Toyota Corolla.
A base serviu também para o Opel Astra europeu (idêntico ao Vectra brasileiro), Chevrolet HHR, Pontiac G4 e G5, além do Saturn ION. O Cobalt americano foi produzido entre 2004 e 2010, mas seu grande auge atende pelo nome de Cobalt SS.
A sigla esportiva da Chevrolet é sempre usada nos modelos mais esportivos da marca, como o Camaro. Houve uma época em que a GM brasileira corrompeu a sigla em versões pseudo-esportivas de Corsa, Meriva e Astra, mas o Cobalt SS realmente honrava a sigla.
Ele passou por três fases diferentes ao longo da sua vida. A versão SS foi lançada somente para o cupê no final de 2004, sendo equipada com motor 2.0 quatro cilindros com supercharger que entregava 208 cv e 27,7 kgfm de torque. A única opção de transmissão era a manual de cinco marchas.
A Chevrolet ainda oferecia nas concessionárias kits de preparação homologados chamados de stages. No stage 1 o Cobalt SS ganhava melhorias da ECU e 30 cv a mais, totalizando 238 cv. Com o stage 2 eram adicionados novos bicos injetores e a mesma reprogramação da central eletrônica, o que fazia a potência subir em 36 cv e o torque aumentar e 2,5 kgfm.
Em ambas as modificações, a linha vermelha do motor era empurrada para 7 mil giros. Já no stage 3 final, a Chevrolet desabilitava o ar-condicionado, fazia melhorias no supercharger, instalava nitro e o Cobalt SS passava a consumir somente gasolina de 100 octanas. A potência subira para 260 cv no total.
Ele trazia ainda como opcional um pacote com diferencial de deslizamento limitado e bancos Recaro com peso mais baixo. O kit era opcional até 2007, quando passou a constar na lista de itens de série do Cobalt SS, que já possuía outro motor nessa época.
SS aspirado
Em 2005 a Chevrolet também oferecia o Cobalt SS com motor aspirado. Essa versão trazia um 2.4 quatro cilindros de 171 cv e 23,1 kgfm de torque. Havia opção de câmbio manual de cinco marchas como no SS Supercharged, ou automático de apenas quatro marchas. Além disso, o o sedã também era oferecido na configuração SS.
SS turbo
Em virtude das leis de poluição cada vez mais exigentes nos Estados Unidos, a Chevrolet tirou o Cobalt SS de linha em 2007. Mas, apenas seis meses depois ele voltou com um novo motor. Agora o cupê esportivo trazia motor 2.0 quatro cilindros turbo de 260 cv e 26,5 kgfm de torque – números antes obtidos apenas pelo Cobalt SS Supercharged com kit Stage 3.
Ele ganhou reforços na transmissão, melhorias na suspensão e um novo opcional que colocava o manômetro do turbo na coluna A, como em modelos tunados do começo dos anos 2000. Havia também controle de largada, mesmo o Cobalt SS sempre tendo sido um carro equipado somente com câmbio manual.
Pela primeira vez na história havia também um Cobalt SS sedã, mas o modelo foi um verdadeiro fracasso. Foram feitas apenas 500 unidades do sedã em 2009, tornando essa a versão mais rara do Chevrolet Cobalt norte-americano.
Inspirado no Corvette, o visual do Chevrolet Cobalt cupê era caracterizado pelas lanternas traseiras duplas. Nas versões SS havia sempre um grande aerofólio traseiro, tanto no raríssimo sedã, quanto no cupê. A versão esportiva ainda ostentava para-choques mais esportivos com entradas de ar maiores e saída de escape maior.
Sem a vestimenta SS, o visual do Chevrolet Cobalt era bastante genérico e insosso. Não havia muita ligação de estilo com outros modelos da marca, salvo as rodas de liga-leve de 18 polegadas do modelo SS que eram inspiradas no Corvette, assim como as lanternas traseiras.
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