
O Parlamento Europeu definiu nesta semana a proibição dos motores a gasolina e diesel a partir de 2035. Depois de quase dois anos de discussões e negociações, enfim o Parlamento aprovou o texto que era discutido desde julho de 2021, quando a Comissão Europeia apresentou a primeira proposta.
O texto aprovado define o ano de 2035 como o limite para a venda de carros e caminhonetes novas com motores a combustão. E isso inclui também os modelos híbridos, exigindo que só haja modelos totalmente elétricos a partir da data estabelecida.
Porém, há exceções. Pequenas montadoras, cuja produção seja inferior a 10 mil carros por ano, podem negociar por normas menos rigorosas até 2036. Isso abre uma brecha para que empresas como Ferrari, Lamborghini, Aston Martin e Pagani, por exemplo, tentem algum acordo para seus supercarros.
A grande questão é se os carros movidos a combustível sintético, o e-Fuel, poderão burlar essa proibição. Afinal, Porsche e Audi estão apostando nessa nova tecnologia para manter a produção de carros a combustão. E o novo regulamento da Fórmula 1, previsto para 2026, vai exigir o uso desses combustíveis em seus motores, o que tem atraído o interesse das montadoras para a categoria.
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