
Há alguns dias circulam em sites e nas redes sociais imagens de um sedã médio sendo testado pela Stellantis em Betim, Minas Gerais. Muita gente achou tratar-se de um retorno triunfal da Fiat ao segmento de sedãs médios, chamando o modelo até de novo Tempra. Outra possibilidade era do prometido sedã da Citroën. Mas não, o é na verdade a nova RAM Dakota.
Todo novo carro em estágio inicial de desenvolvimento roda nas ruas disfarçado através de mulas. Não estou falando do animal, mas sim carros completamente novos que vestem carroceria de modelos antigos ou atualmente em linha para testar componentes antes da carroceria final.
Quando a Toro estava em desenvolvimento, carrocerias de Linea eram usadas para disfarçar a picape. Com o Ford EcoSport de segunda geração, diversos Fiesta bombados rodavam nas ruas escondendo a alma do SUV. Isso está acontecendo agora também com o novo SUV da Renault que anda por aí vestido de Dacia Sandero Stepway.
RAM brasileira
A realidade é que o modelo encaixotado é a nova RAM Dakota, ou 1200, ou algum novo nome que ela venha a adotar. A prioridade da Stellantis após o lançamento do novo Citroën C3 é nacionalizar a RAM e expandir a marca tal qual fez com a Jeep. Para isso, é necessária a produção nacional.
A nova Dakota será maior que a Toro, mas com construção monobloco. A ideia é atingir as picapes médias como Toyota Hilux e Chevrolet S10, mas com uma pegada mais urbana – como tem sido boa parte do território dessas caminhonetes. Ela terá versão diesel com tração 4×4, podendo contar com um motor mais potente que o 2.0 turbo diesel para chegar aos 200 cv.
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