
Desde que Mercedes-Benz, Audi e BMW iniciaram sua estratégia de eletrificação no Brasil, as três marcas passaram a oferecer carros 100% elétricos ao lado de modelos a combustão. Contudo, das três, só a da estrela de três pontas não tem carros híbridos. E a culpa disso é uma parte do Brasil, outra da matriz.
Durante a apresentação da nova geração do Mercedes-Benz Classe E, Evandro Bastos, Head de Produto Automóveis, e Carlos Garcia, Presidente e CEO da marca alemã, explicaram que a situação tem vários lados. Começa pelo fato de que a conta simplesmente não fecha para investir em modelos híbridos.
Como a gasolina brasileira usa uma parte alta de etanol em sua composição, é preciso calibrar todo o sistema do carro para que funcione de acordo com as nossas especificações. E fazer isso com carros híbridos é mais complicado, especialmente porque, mesmo eletrificados, eles podem não passar nos testes de emissões com ajustes simples.
Interessados? Sim, mas a conta não fecha
Com isso, os executivos da marca afirmaram que a conta simplesmente não fecha. Há interesse local em Mercedes híbridos? Sim, mas a matriz não encontrou uma maneira viável de tornar isso possível, preferindo apostar nos dos opostos do mercado. Para a marca, a transição do consumidor não precisa ser feita de maneira gradual.
Hoje, os modelos EQ totalmente elétricos representam, segundo a Mercedes-Benz, cerca de 10 a 15% das vendas da marca no país. Hoje, o portfólio é constituído por EQA, EQB, EQE, EQE SUV, EQS e EQS SUV. Lá fora, a linha de carros híbridos tem desde o Classe A até o AMG GT com opção eletrificada. Aliás, os novos Classe C e Classe E, em versão AMG, são híbridos.
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