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Não há quem tire o reinado do Toyota Corolla, quer seja onde for. Sedã médio preferido do Brasil com quase 50% do segmento e carro de passeio mais vendido do mundo, o Corolla é um verdadeiro sucesso por onde passa. Mas isso significa que ele é o melhor da categoria?
Comemorando um ano do lançamento da décima segunda geração do Toyota Corolla no Brasil, recrutamos a versão Altis Premium com motor 2.0 aspirado e câmbio CVT para desvendar seus segredos. A não escolha do híbrido se deu ao fato de que ele é o único da categoria com essa configuração, o que tornaria a comparação injusta com seus rivais, além disso, as versões Altis Hybrid e Altis Premium Hybrid somadas representam 25% das vendas do Corolla desde seu lançamento, menos do que a versão intermediária XEi com motor 2.0 tem sozinha.
O Toyota Corolla sempre foi conhecido por não se destacar em nenhum ponto positivo e em nenhum negativo, se mantendo como bom em todos os quesitos para que não houvesse erro frente aos seus rivais. A atual geração mudou um pouco isso e passou a se destacar em alguns itens, contudo, a constância do Corolla é invejável.
Ele não tem grandes defeitos que desaconselhem a sua compra – aliás, o Toyota é um dos raros casos de carros que dá para comprar sem erro. Um dos pontos mais interessantes nessa geração é que pelos mesmos R$ 140.690 da versão Altis Premium 2.0 testada, dá para levar para casa o Altis Hybrid, que tem um pouco menos de equipamentos, mas é híbrido.
Combinado ao excelente câmbio CVT com dez marchas simuladas, sendo a primeira física, o Toyota Corolla não faz sentir falta de um turbo como em outros rivais. Ele é esperto, ágil e responde bem a qualquer pisada mais forte do acelerador. O motor enche com rapidez sem ficar gritando atoa como outros modelos CVT.
Spa zen
Trabalhando com tranquilidade, o Toyota Corolla revela seu lado mais confortável, pacato e até zen. A suspensão é mais macia que a média do segmento, mostrando que, ao contrário da grande maioria dos modelos médios, que têm pegada mais esportiva, o Corolla preza justamente pelo oposto.
Há também de ser elogiado o fato de que a Toyota não cedeu às pressões do segmento e não deixou o Corolla com pegada de cupê. Com linha dos vidros mais baixa e teto alto, o interior é arejado e tem ótima visibilidade, destacada pelos retrovisores instalados nas portas, o que ajudou a evitar um grande ponto cego.
Contraste de realidade
Um dos pontos em que a décima geração do Corolla é, sem dúvida, melhor que todas as anteriores é no interior. O acabamento é bem cuidado, com superfícies macias ao toque por toda porção frontal do painel e nas portas, incluindo nas portas traseiras onde as montadoras costumam rechear de plástico.
A central multimídia, apesar de ser a melhor que a Toyota usa entre todos os seus carros, ainda é muito confusa de ser usada e tem definição ruim. Ela é cheia de menus e submenus embaralhados, fazendo com que você agradeça sempre o fato de ter Android Auto e Apple CarPlay conectados por fio. Ao menos os comandos físicos ao lado da tela ajudam na operação atrapalhada.
Há plenitude de espaço para quem senta na dianteira, com diversos ajustes para o banco do motorista e volante. O passageiro ao lado senta mais alto do que o esperado, carecendo de algum tipo de regulagem. Já pessoas altas sentadas atrás sofrerão um pouco com espaço para a cabeça por conta do teto solar, mas é um ambiente confortável e bom para as pernas.
Veredicto
O Toyota Corolla é um caso bastante peculiar de carro. É como se estivesse em um relacionamento sério onde ele fosse o tipo de companheiro que faz tudo que você deseja, é compreensível, carinhoso, atencioso, fiel, estável, o tipo de modelo perfeito e que todos desejam ter.
Mas quando você olha para a garagem ao lado e vê seu vizinho em um relacionamento com outro sedã que é como uma pessoa mais aventureira, um pouco doida, que se arrisca, traz mais emoção para a relação, gera uma discussão ou briga de vez em quando, talvez você possa questionar se é isso mesmo que quer.
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