![Opel Signum [divulgação] Opel Signum [divulgação]](https://uploads.automaistv.com.br/2024/02/opel_signum_2_edited.jpg)
Já reparou que todas as categorias de carros possuem os mais diversos tamanhos? Sedãs, caminhonetes, SUVs, o que quiser, terá desde um modelo compacto até um grande. Mas por que com os hatches isso não acontece? Por que essa categoria só se restringe a modelos pequenos? E há existiu algum hatch grande?
Em sua grande maioria, os hatches são os carros mais baratos das marcas. E é isso que acaba influenciando a sua não presença em categorias mais altas. Os sedãs, por exemplo, são tidos como carros mais sofisticados – mesmo quando só são derivados de hatches com porta-malas salientes.
As marcas tendem a posicionar os sedãs como produtos acima, oferecendo versões mais sofisticadas ou abrindo mão das variantes de entrada. Vide o caso de Polo e Virtus, por exemplo. O sedã não tem versão 1.0 e a topo de linha, Exclusive, apela para um lado mais elegante.
Hatches grandes que existiram
Em 2001, a Renault lançou o exótico Vel Satis. O modelo foi desenhado para substituir o Safrane como topo de linha da marca francesa. Seu estilo influenciou diretamente todos os outros carros da Renault, especialmente por conta da traseira com vidro quase reto e volume saliente.
Nesse meio tempo, ele teve só um rival, o Opel Signum. O modelo era derivado da terceira geração do Opel Vectra, modelo que já era grande o suficiente para não ser considerado um médio. Ele misturava influência das peruas, mas era essencialmente um hatch enorme – ainda que menor que o Vel Satis.
Como na época a Opel ainda era parte da General Motors, o projeto do Signum também gerou um derivado nos EUA. O Chevrolet Malibu de sexta geração ganhou o irmão Malibu MAXX. Enquanto o Vel Satis era exótico e o Signum mais careta, o Malibu MAXX era feio. A traseira parecia um remendo e mal encaixada.
A Chevrolet deu a ele uma traseira truncada, com vidro inclinado como em um sedã, além de um pequeno ressalto na tampa do porta-malas. Era um desenho que lembrava o Mahindra Verito Vibe, o Renault Logan hatch. A frente também era algo que não ajudava muito o modelo. Durou de 2003 a 2007 apenas.
Tecnicamente essa turma de hatches grandes também pode incluir o Citroën DS5. O modelo era uma mistura de SUV com perua e cupê, sendo bem difícil entender a que categoria ele pertencia. Contudo, essencialmente, tinha jeito de hatch. Foi feito de 2011 a 2018, sendo importado para o Brasil entre 2013 e 2018 e é um dos mais belos carros que a Citroën já fez.
Quase lá
Nenhum dos modelos anteriormente citados foi exemplo de sucesso. Mas as marcas ainda queriam oferecer uma alternativa de hatch ao mercado europeu sem ter o formato clássico da categoria. Era uma maneira de ter a praticidade do vidro traseiro subindo com a tampa do porta-malas, só que sem o estilo de um carro barato.
Diversos modelos do segmento grande foram vendidos em versão chamada de hatch, mas que estavam mais para um liftback. Tratava-se de um sedã com vidro traseiro mais inclinado e que era aberto junto da tampa do porta-malas – tal qual um Ford Escort ou um Chevrolet Kadett ou até um Fiat Brava.
Você acha que os hatches grandes deveriam ter uma nova chance? Conte nos comentários.
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