![Jeep Commander Limited Diesel [Auto+ / João Brigato] Jeep Commander Limited Diesel [Auto+ / João Brigato]](https://www.automaistv.com.br/wp-content/uploads/2022/04/Jeep-Commander-Limited-Diesel-16_edited-990x556.jpg)
SUV de sete lugares mais vendido do Brasil desde a virada do ano, o Jeep Commander não chegou para ser coadjuvante por aqui. Tomou de assalto o título que pertencia às vezes ao Toyota SW4, outras ao CAOA Chery Tiggo 8, com uma fórmula desenvolvida totalmente no Brasil. Mas existe o ‘creme de la creme’ do Commander: o Limited Diesel de R$ 267.209.
Há pouco tempo aqui no Auto+, o Commander Overland Flex passou pela avaliação completa a qual revelou que faltava muita força ao SUV. Ok, 185 cv não é pouco, mas o modelo é grande, pesado. Mas quando leva 7 pessoas, sofre muito. Faltava entender se isso acontecida com o diesel. E se a diferença de itens da Limited para a Overland valia a troca.
Quatro itens
De bate e pronto já digo: não compensa comprar o Commander Overland. A mais em relação à versão Limited ele tem apenas teto solar, rodas de liga-leve de 19 polegadas, sistema de som premium (que não faz diferença alguma na prática) e parte inferior dos para-choques e caixas de roda na cor da carroceria. Esses últimos, sinceramente, ficam melhor em preto mesmo.
Até porque ele vem muito bem recheado: ar-condicionado digital de duas zonas, central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, carregador de celular por indução, chave presencial, controle de tração e estabilidade, faróis full-LED com seta direcional, sensor de estacionamento dianteiro e traseiro, câmera de ré e direção elétrica.
Era só o que faltava
O Jeep Commander é pesado. Muito. São 1.885 kg na versão Limited diesel, enquanto a versão flex pesa 1.685 kg. E mesmo mais leve e mais potente, os 185 cv da versão flex não dão conta da gordura que o SUV tem. O diesel tem 15 cv a menos, mas o torque de 38,7 kgfm é que faz diferença.
Contudo, entrar em rodovias e fazer retomadas, mesmo com todos os bancos ocupados, não será grande dificuldade para o Jeep. A força do diesel faz com que ele enfrente trechos off-road com certa tranquilidade, mas não é um Trailhawk, vale lembrar. O bom é o consumo: média de 14,2 km/l durante os testes com 70% de estrada no caminho.
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Espírito da família
O peso extra (e põe extra nisso) tem razão de ser: o Commander é robusto. Tal qual todos os outros modelos da Stellantis com plataforma Small Wide 4×4 (Toro, Renegade e Compass), a solidez de rodagem e parrudez são nítidas. Passar por um buraco ou roletar uma lombada é algo que o Commander faz brincando.
O único problema é que os adereços para fazer a troca das rodas ficam um pouco soltos no porta-malas e quando um grande solavanco faz a cabine chacoalhar, quer seja por um buraco ou lombada passada mais forte, um grande som metálico é emitido na traseira. Culpa do macaco e da chave de roda pulando.
Por falar nisso, a transmissão automática de nove marchas tem trocas extremamente suaves e quase imperceptíveis. Exceto em um momento. Estranhamente toda vez que o Commander troca de marcha em uma decida, dá um forte tranco como se fosse um câmbio Dualogic. E isso aconteceu toda vez em uma descida com o pé no acelerador.
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Quase premium
O mais legal do Jeep Commander é seu interior sofisticado. A cabine tem suede no painel, bancos revestidos em couro com qualidade ótima, além de toques que fazem com o que o modelo pareça quase premium. A montagem é esmerada, com plásticos de qualidade em todos os cantos e muitas superfícies macias.
Espaço é farto, em especial na segunda fileira de bancos que conta com ajustes sobre trilhos e também da inclinação do encosto. O fundão tem ajuste de inclinação do banco e dispõe de bom espaço para as pernas, ainda que o joelho fique um tanto quanto alto. Ao menos, dá para por os pés debaixo dos bancos, ao contrário da maioria dos outros modelos 7 lugares.
Porta-malas leva bons 233 litros quando os sete lugares estão armados, tornando ali uma área verdadeiramente útil. Já com cinco passageiros, o espaço sobe para 661 litros. Vale ressaltar também a vastidão de porta-objetos, tanto na dianteira quanto na traseira. Há espaço para garrafas grandes e até um notebook debaixo do banco do passageiro.
Veredicto
Enquanto Toyota SW4 e Chevrolet Trailblazer estão lá na casa dos R$ 300 mil, o Jeep Commander Limited é a opção de sete lugares diesel mais barata do Brasil. E é justamente essa a versão mais interessante do SUV. Custa R$ 27.811 a menos que o Overland que tem apenas firulas (e teto solar) a mais.
Sem contar que o motor diesel é o certo para o SUV de sete lugares. Afinal, o flex anda de menos por conta do peso alto do Commander e, consequentemente, bebe demais. Refinado como se espera da faixa acima dos R$ 260 mil, ele é uma compra sem erro na categoria. Mas, se não precisa do diesel, olhe com carinho para o CAOA Chery Tiggo 8.
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